Instrumentos - Clarineta

Clarineta

O clarinete ou clarineta é um instrumento musical de sopro constituído por um tubo cilíndrico de madeira (também existem modelos de outros materiais), com uma boquilha cônica de uma única palheta e chaves (hastes metálicas, ligadas a tampas para alcançar orifícios aos quais os dedos não chegam naturalmente). Possui quatro registros: grave, médio, agudo e superagudo. Quem toca o clarinete é chamado de clarinetista.

Tipos de clarinete

A família do clarinete é composta por vários instrumentos:
Clarinete Sopranino em Lá♭ - 1 sexta mais aguda que o Clarineta Soprano, conhecido também por Sextino ou Requinta em Lá♭.
Clarinete Sopranino em Mi♭ - 1 quarta mais aguda que o Clarinete Soprano, conhecido como Requinta ou Quartino;
Clarinete Soprano - o mais comum - geralmente afinado em Dó, Si♭ ou Lá, escrito em muitas partituras como Clarino;
Clarinete Alto em Mi♭ - 1 oitava abaixo da Requinta;
Clarinete Alto em Fá - Conhecido por Cor de basset ou Corno di Basseto;
Clarinete Baixo em Si♭ - 1 oitava mais grave que o Clarinete Soprano;
Clarinete Contra Alto em Mi♭ - 1 oitava mais grave que o Clarinete Alto;
Clarinete Contra Baixo em Si♭ - 1 oitava mais grave que o Clarinete Baixo.

Sistemas de Chaves/Registros e Anéis

Existem vários sistemas de chaves para clarinetes. O chaveamento para clarinetes foi evoluindo com o tempo e se tornando mais ergonômico, facilitando vibratos e glissandos, e melhorando a afinação.

No inicio do século XIX a clarineta tinha de 6 a 7 chaves mas não existia um sistema padronizado. Por volta de 1811 Iwan Muller fez vários aprimoramentos a clarineta e por volta de 1815, o sistema Muller com 13 chaves se popularizou.

Hoje em dia o sistema de chaves mais usado é o Boehm. Ele recebeu este nome pois tem como base o sistema com o mesmo nome que se tornou padrão nas flautas transversais criado pelo inventor Theobald Boehm. Esse sistema foi adaptado para o clarinete por Hyacinthe Klosé e Auguste Buffet.

O sistema Muller que foi usado extensivamente no século XIX deu origem a dois sistemas ainda usados hoje: O sistema Albert, que é usado no leste europeu, em bandas de jazz (principalmente no sul dos Estados Unidos) e é o sistema preferido dos clarinetistas de Klezmer. E o sistema Oehler que é usado principalmente na Alemanha e Áustria.

O número de chaves/registos e de anéis pode variar bastante dependendo do sistema usado, tipo de clarinete, e do fabricante.

Para clarinetes soprano Sib essas são as configurações mais comuns:

Sistema Boehm com 16 ou 17 chaves e 6 anéis
Sistema Albert com 13 chaves e 2-4 anéis
Sistema Oehler com 22 chaves e 5 anéis

Devido ao número reduzido de chaves e anéis, o sistema Albert também é conhecido como sistema simples.

Uma variação ao Boehm bastante popular é o Boehm Completo, com 7 anéis, que adiciona algumas melhorias ao Boehm. Existiram vários sistemas experimentais e transitórios, dentre estes, alguns notaveis foram o Albert Aperfeiçoado e o Mazzeo, ambos produzidos pela Selmer, o Romero e o McIntyre.

Material de construção

Os clarinetes são tradicionalmente feitos de ébano, havendo também modelos feitos de metal, granadilha, ebonite ou plástico. Tendo, os de ébano, um preço muito elevado em relação aos outros.

No início do século XX as frágeis boquilhas de madeira e de vidro foram substituídas por boquilhas de plástico ou ebonite, que fazem a maior parte das boquilhas fabricadas hoje em dia. Atualmente também são fabricados alguns modelos de boquilhas de cristal e de cerâmica, mas essas não são extensamente usadas devido ao alto custo e à fragilidade.

Barriletes e a campanas especializados podem ser feitos de vários tipos de madeira, de alumínio, cerâmica ou outros materiais.

Os clarinetes utilizam palheta simples, uma lâmina feita de cana-do-reino.

Composição do Clarinete

O clarinete tem cinco partes, que são: a boquilha, o barrilete, o corpo superior, o corpo inferior e a campânula.

Boquilha: é a zona do clarinete onde se sopra.
Barrilete: É usado para a afinação. Quando o clarinete está “alto”, puxa-se o barrilete para cima, mas caso contrário, põe-se o barrilete para baixo. Há barriletes de vários tamanhos, barriletes ajustáveis, e anéis de calço são vendidos para correção de afinação.

Corpo superior e inferior: estes corpos são onde estão localizados os buracos e as chaves onde se toca. O som fica diferente à medida que se mudam os dedos de posição, fazendo com que o ar saia por buracos diferentes.

Campânula: A campânula é o “amplificador” do clarinete.

Palheta: O som é produzido devido à passagem do ar, provocada pelo sopro do clarinetista, que faz vibrar a palheta. Os clarinetistas atualmente compram suas próprias palhetas e fazem os ajustes necessários artesanalmente a fim de corrigir as imperfeições destas, para adequá-las à sua própria anatomia e necessidade de som. A palheta é fixada na boquilha por meio da braçadeira, que funciona como um prendedor, onde o clarinetista manipula a força e intensidade com que a palheta está presa na boquilha. Via de regra, a palheta não pode estar demasiadamente frouxa e nem excessivamente apertada.

Clarinete, um instrumento transpositor

O clarinete pertence a um grupo de instrumentos chamados transpositores, o que, em poucas palavras, pode ser resumido da seguinte forma: A nota escrita (na partitura) é diferente da nota verdadeira: isso por causa da afinação própria do instrumento. Sendo assim, é necessário que haja uma transposição de notas para que o clarinete toque no tom real da música. Isso trouxe facilidade aos músicos, pois, a clarineta possui uma extensão de notas muito grande. Os clarinetes mais comuns são os instrumentos em Si bemol e em Lá. O instrumento em Dó, raramente usado hoje, era muito utilizado na orquestra clássica e pré-romântica (Mozart e Beethoven) e nas sinfonias de Gustav Mahler. Há, também, os clarinetes mais agudos, também conhecidos como requinta em Mi bemol, raramente encontrados em Ré (Richard Strauss e Stravinsky), e as clarinetas mais graves, como as clarinetas alto em Mi bemol, a clarineta baixo em Si bemol e o clarinete contrabaixo em Si bemol. Aparentado com o clarinete, é o cor de basset, afinado em Fá. Enquanto as bandas militares dão preferência ao clarinete alto, as orquestras sinfónicas dão preferência ao cor de basset.

4 Visitante(s) On-line | 1928 Visitas
Total de Membros: 422
Esse site não possui vínculo com a CCB, apenas são abordados alguns assuntos sobre o estudo musical praticado na CCB assim como o MTS (Método de teoria e solfejo) exclusivo para uso da CCB, sendo expressamente proibida sua reprodução. O MTS e outros Métodos estão sendo utilizados por esse website para aprimoramento dos estudos visando um melhor entendimento e aperfeiçoamento dos mesmos.